Talvez ele não entendesse que o que sou não é uma escolha, na verdade nem eu sei bem o que é isso. Eu sou gay, e agora?
Prefiro não dizer, quem sou, tenho muitos amigos e boa parte deles podem estar lendo esse blog, apesar de que não é bem o tipo deles, ficar lendo essas coisas. Pra ser sincero, acho que eles nem devem ler.
Tenho 22 anos, sou estudante de Engenheira e isso basta de informação. Me acho um cara bonito, sou muito vaidoso, cuido das unhas dos pés e das mãos, meu cabelo é minha vida, preto e liso como deve ser.
Sempre me achei uma pessoa normal, até um tempo atrás, antes de eu descobrir que sou... Bem que sou isso, eu gostava de futebol, gostava de falar sobre carros, gostava de sair a noite para as baladas e com mínimo de esforço, pegar as garotas mais tops da festa. Já não faço mais nada disso.
Ele tem olhos azuis, cabelo loiro e são tão macios, ele me entende como ninguém, não podemos passar mais que cinco ou quatro minutos juntos, caso contrario começamos a discutir. Quase sempre é sobre quando vou me assumir, ou como ele mesmo diz, “quando vou sair do armário?” Ele tem um jeito engraçado e debochando de falar, mesmo assim, vejo a tristeza nos olhos dele, quando respondo dizendo que não sei.
Ele é muito bom pra mim. Nos conhecemos numa festa na casa de uma amiga em comum, não tinha ficado com ninguém aquela noite, nem queria, eu estava um pouco estranho, por diversas vezes flagrei ele me olhando, confesso que olhava um pouco para ele também, num momento da festa perdi-o de vista até que ouvi a sua voz bem próxima ao meu ouvido, era ele, me assustei, ele me perguntou se podia sentar ao meu lado, havia um cadeira vazia, eu disse que sim, ele sentou, por alguns minutos ficamos calados, até que ele começou a falar da festa, ai falou da musica, falou da lua, que dava para ver pois estávamos perto da janela, dai começou a me fazer rir, falando de um menina que dançava feito louca na sala.
Ele me perguntou se eu fumava, respondi que sim e que estava doido por um cigarro, havia deixado meu maço em casa. Ele então tirou uma caixa de cigarros do bolso da calça e me convidou para fumar com ele, descemos até a frente do prédio e la, ficamos... Enquanto fumávamos, falamos de relacionamentos, ele até então não se abrirá para mim e nem confessara nenhum de seus segredos de vida, apenas me disse: “Minha vida é uma cocha de fios coloridos, que embaraçados formam o meu destino”
Continua ...
Nenhum comentário:
Postar um comentário